O que aprendi sendo dona do meu nariz

Empreendo por uma vida com mais autonomia e liberdade. Essa foi uma das escolhas mais decisivas da minha vida, porém, aconteceu naturalmente. Tenho minhas prioridades:

Se tenho desejos, crio planos. Se tenho planos, me comprometo com prazos que eu me coloco. Mas, no meio do caminho, se tenho com cólica, respeito a dor. Se tenho insônia, respeito o sono quando ele vem. Se quero criar algo novo, vou lá e faço, envolvendo fins de semana e feriados.

Muitas vezes culpamos a vida por não viver como gostaríamos. Mas, o que você está fazendo para realizar suas vontades? Já experimentou dar ouvido à elas?

Depois de um tempo, tem certas chavinhas que viram, não tem jeito.

Em três anos, aprendi que:

  • O caminho muitas vezes é solitário e a gente não tem com quem trocar no dia a dia, ou seja: ousamos mais, experimentamos mais e erramos mais.

  • Ter pessoas com quem possamos contar, seja para pedir uma opinião ou para ajudar em um assunto que não dominamos muito, é importante.

  • A relação de hierarquia se quebra, seja quando contratamos ou quando somos o contratado.

  • Quando erramos pontualmente, não adianta muito ficar buscando culpados. Perdemos tempo, energia, nos desgastamos com algo que não é o foco.

  • Manter as relações harmônicas desgasta menos e tudo flui melhor quando entendemos que o processo é construído em conjunto.

  • Ser protagonista da própria vida é ser líder de si mesmo.

  • Ser líder é ser assertivo. Ser assertivo é ouvir todos os lados. Observar e ouvir mais é melhor do que falar pelos cotovelos só para atrair atenção.

  • O que dizemos do outro diz mais sobre a gente do que sobre o outro.

  • A solução que criamos serve, na verdade, para curar um problema nosso.

  • Muitas vezes não adianta chorar porque algo deu errado. O negócio é ir lá e consertar.

  • Se deu errado é porque erramos também.

  • Fazer um trabalho puramente por grana vai fazer a gente gastar mais com baboseiras para compensar a infelicidade.

  • Fazer um trabalho por fazer vai exigir o dobro de tempo e esforço.

  • Focar apenas nos clientes e não dar atenção para os nossos projetos pessoais é como ir morrendo aos poucos.

  • Ficar preso na própria bolha e não criar meios de interagir com ideias de outras pessoas, porém, limita.

  • É melhor ter vários tipos de serviços para atender diferentes necessidades do que um só.

  • É melhor atender várias pessoas cobrando menos, do que poucas cobrando mais.

  • Quanto mais treinamos, mais nos aperfeiçoamos e aprimoramos a nossa entrega.

  • Cada cliente é um reflexo de nós mesmos

  • Dar fim em uma relação mal-sucedida é nos presentear com pelo menos 8 horas a mais por dia.

  •  "Bitch Better Have My Money"

  • Dormir é essencial

Essa lista não tem fim.

E você, o que tem aprendido com a sua autonomia e liberdade?

Mayara CastroComment
Como construir comunidade na internet (e fora dela) para fortalecer a sua identidade digital.

Uma das principais entregas da internet é a construção de comunidade. Comunidade significa rede de apoio, pessoas que acreditam e acompanham o que você faz, que fazem parte do grupo de entusiastas do seu trabalho e querem te ajuda a espalhar a sua mensagem.

Para construir comunidade, precisamos criar vínculos. E para criar vínculos, precisamos interagir. E nesse sentido, se você não se mostra, como você quer ser visto e lembrado?

Tem uma frase do Goethe que eu gosto muito que diz: “quando o interesse diminui, com a memória acontece o mesmo”. Já parou para pensar que a internet é um ambiente democrático (Amém!) e interativo e, se você não se mostrar, não se comunicar, não interagir, as pessoas não vão saber que você existe e, com isso, não serão despertadas por você?

Então, a dica de hoje é:

Se mostre mais!
Levante as suas bandeiras!
Deixe que as pessoas se inspirem com o seu estilo de vida!
Compartilhe conhecimento!

Tenho aprendido cada vez mais esse exercício de falar sobre mim, não só na internet, mas na vida real também. Contar a própria história nos ajuda a entendê-la para integrá-la às nossas vontades do futuro!

Você quer começar a fazer isso mas não sabe por onde começar?

Então te dou outra dica:

Em maio vai começar a segunda edição do Curso de Identidade Digital: um curso feito para você entender o que você precisa comunicar antes de sair divulgando qualquer coisa por aí.

Serão quatro encontros online e em grupo que serão transmitidos em tempo real para falar sobre: identidade, público-alvo, produtos e serviços, planejamento tático, estratégia de divulgação, conteúdo e construção de comunidade.

Em seguida você se sentirá com muito mais bagagem para começar a expressar o que pra você faz sentido!

Se nós, pequenos empreendedores, podemos utilizar a internet a nosso favor, por que não fazer, não é?

Participe!

Informações gerais:
Datas: 8, 15, 22 e 29 de maio
Horário: 10h às 12h
Valor: R$840 (em até 10 vezes)
Inscreva-se por aqui: bit.ly/cursoidentidadedigital2

Mayara CastroComment
Caminhos autênticos de expressão: como criar os seus
 

Faz pouco tempo que me consegui encarar o esforço de me comunicar com os meus aparelhos. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, eu não tenho tanta facilidade assim em me expressar usando as redes sociais. Quando a gente sente que tá falando sozinho, então (vide google hangout), pior ainda. 

Foram alguns anos tentando entender de que maneira criar consistência e relevância para comunicar o meu trabalho. Eu sabia que o conteúdo que eu tinha poderia ajudar outras pessoas, mas daí a criar um fluxo de publicações constante e profundidade, foi um mar de tentativas e erros. 

Ainda tenho muito a melhorar (sempre temos), mas, se a gente ficar esperando o momento perfeito para começar, nunca daremos o primeiro passo. Nesse fim de semana, conversando com a Rafa Cappai na Oficina de Texto e Foto com celular, ela me falou que às vezes olha para o feed de uns tempos atrás e tem vontade de apagar tudo. Mas, que é bom ver a evolução! Nessa hora pensei comigo: não sou só eu que quero excluir tudo!

Bom, escrevo esse texto para dizer que a minha necessidade de autoexpressão (meu trabalho exige que eu seja um exemplo daquilo que ensino), criei um passo a passo para que o processo fosse mais tranquilo. E, de fato, depois que eu entendi que o conteúdo por si só não vale nada, que antes dele existem uma série de coisas que precisam se alinhar, eu consegui entender o que fazia sentido para me apresentar ao mundo. 

Em meio à tanta coisa irrelevante que a gente vê por aí, às vezes fica difícil de acreditar que dá pra consumir conhecimento na internet. Em meio à tanta informação e tentativa de marketing fajuto, às vezes a gente fica descrente de que é possível encontrar uma comunicação autêntica, que esteja interessada em ajudar alguém a algo e não somente em vender, vender e vender. Não é?

Como forma de compartilhar o caminho das pedras da comunicação online para quem está começando a empreender, como eu há três anos, eu criei o curso de Identidade Digital (existem outros serviços também, mas o trunfo deste é que é online e ao vivo). 

Teremos 4 encontros com bate-papo e exercícios práticos para entender:

A nível de identidade: o que te diferencia das pessoas que oferecem o mesmo produto ou serviço que você? 
A nível de relações: quem são as pessoas que podem te ajudar a fazer com que o seu negócio continue existindo?
A nível de processos: como você oferece o que você tem de melhor?
A nível de recursos: o que você precisa para se expressar e ser visto e lembrado por quem precisa de você?

Se você sente que está precisando dessa mãozinha ou tem algum amigo que precisa, me ajude a chegar a até ele? São poucas vagas e eu quero poder ajudar o maior número de pessoas a criarem seus caminhos autênticos de expressão. 

As inscrições podem ser feitas por aqui: www.bit.ly/identidadedigital1

 
Mayara CastroComment
O que você vai aprender na Oficina de Texto & Foto com celular
 
Trabalho incrível feito a 6 mãos: eu, a Carla Romero e a Paula Belleza, chef de cozinha que contratou os nossos serviços.

Trabalho incrível feito a 6 mãos: eu, a Carla Romero e a Paula Belleza, chef de cozinha que contratou os nossos serviços.

A Oficina de Texto & Foto com celular nasceu de uma parceria que criei com a fotógrafa Carla Romero, que assistiu uma palestra minha e me procurou em seguida para ajudá-la a estruturar os seus produtos & serviços, voltados para consultoria de fotografia - com celular.

A conversa acabou indo além e, pensando na necessidade que eu tenho de aperfeiçoar a minha linguagem fotográfica e que sei que um monte de gente também tem, me veio a ideia de criarmos algo juntas para oferecer para pequenos empreendedores, que estão começando ou já estão caminhando e querem dar aquela caprichada nos seus conteúdos para atrair novas conexões.

Deu tão certo, que a primeira edição aconteceu em dezembro do ano passado com as vagas esgotadas e, atendendo a pedidos, lançaremos a próxima edição no dia 11 de fevereiro, lá na Espaçonave. Se você está pensando em fazer, corre para não perder o seu lugar - as inscrições podem ser feitas por aqui.

No dia, falaremos um pouco sobre o cenário da comunicação, com base no que era antes e como ela se transformou em dez anos, como ela pode te ajudar e empreender e como vender o seu produto ou serviço usando a internet. Depois, explicamos como planejar o seu conteúdo e, em seguida, faremos uma atividade.

Depois do almoço é hora de entrar no mundo da fotografia. Faremos uma introdução para você saber diferenciar foto boa de foto ruim e agregamos conhecimento com dicas técnicas de linguagem fotográfica, entre elas: a escolha do set, montagem de um rabatedor móvel, como usar a luz, entre outras.

Em seguida, é hora de colocar a mão na massa. Essa é a parte mais legal e esperada da oficina. É o momento que você vai aprender na prática a criar o seu portfólio de imagens. A Carla e eu estaremos sempre perto para te ajudar em possíveis dúvidas que você venha a ter na hora de clicar. Se você nunca tratou uma foto antes, a gente também ajuda com o uso dos aplicativos e, depois da arte feita, é hora de publicar.

A oficina leva um dia inteiro e, modéstia à parte, é tão legal que a gente nem vê o tempo passar.

Então, agora você já sabe: se você é do tipo que fica admirando o instagram alheio e sempre que vai publicar fotos passa uma hora escolhendo o filtro e uma hora pensando na legenda, essa oficina é pra você!

Para se inscrever, é só clicar aqui.

Vem que tem!

 
Mayara CastroComment
Os arquétipos estão mais presentes na nossa vida do que a gente imagina
 

No ano passado, participei da primeira turma do Programa Ser.Vir, conduzido pela Lella Sá e pela Karina Schmidt. O objetivo delas, com os encontros, é ajudar a gente a olhar os acontecimentos do passado para estruturar o presente e fazer planos para o futuro. E dessa forma, dar as mãos para quem está passando por uma transição de vida e está perdido, não sabendo por onde começar.

Eu, no caso, acho que sempre é hora de olhar para dentro para reinventar ou aperfeiçoar o que estamos fazendo. Sempre que posso, participo de atividades que me ajudam a me desenvolver enquanto pessoa.

Foram 9 dias de aprofundamento e resgate das nossas lembranças e isso, de certa maneira, me ajudou sentir minha vida nas mãos. Me fez entender que minha história é única, que o que me formou como pessoa não é igual a ninguém e as experiências que vivi contribuem muito para decifrar quem sou e quem me tornarei.

Olhar para dentro é mesmo uma dádiva. É lá que a gente encontra todas as respostas que precisamos e, quando isso não acontece, reformulamos as perguntas. Pra mim, foi tão revelador que na mesma época decidi me despir de mim mesma e cortei todo o cabelo. Tava precisando liberar as energias, trocar de pele, mudar a concepção já formada que as pessoas têm de mim e que eu mesma tenho.

E hoje, estudando sobre as fases da vida segundo o olhar antroposófico, encontrei esse texto sobre os arquétipos sociais. Pra quem não sabe, os arquétipos, segundo Jung, são conjuntos de “imagens primordiais” originadas de uma repetição progressiva de uma mesma experiência durante muitas gerações, armazenadas no inconsciente coletivo.

Os arquétipos da Morte, do Herói e do Fora de Lei são exemplos de algumas figuras que todos nós temos no imaginário desde criança. Independente de onde fomos criados, do país que vivemos e das nossas religiões e crenças, essas imagens são muito parecidas para todos. É por isso que os arquétipos estão presentes nos mitos, lendas e contos de fadas. Hoje os arquétipos podem ser encontrados nos filmes, na publicidade e em quase tudo que está ao nosso redor.

Os arquétipos que eu mais me identifiquei foram os do Amante e do Mago. E você? Com qual se identifica mais?


 
 

OS 12 PRINCIPAIS ARQUÉTIPOS

O Governante

O Governante está no comando e no controle sempre. É típico dele ser mostrado como indivíduo extremamente responsável, que joga com muitas responsabilidades importantes.

Esse arquétipo quer liderança e poder! Ele pode ser resumido em termos de responsabilidade, competência e soberania e, sendo um tanto mais ambicioso, este seria um arquétipo preocupado com o bem-estar da sociedade e do planeta.

No marketing: os produtos e serviços relacionados ao arquétipo do Governante resguardam e encorajam a administração desses encargos de modo adequado, reafirmando o poder, o prestígio e o status do cliente ou do consumidor. Cartões de crédito, instituições financeiras, computadores e produtos destinados ao público-alvo classe “A” são alguns exemplos.

Lema do Governante: “O poder não é tudo… é só o que importa”

O Prestativo

O Prestativo é um altruísta, movido pela compaixão, pela generosidade e pelo desejo de ajudar os outros. Ele teme a instabilidade e a dificuldade, não tanto por si mesmo, mas pelo impacto sobre as pessoas menos afortunadas ou menos resistentes aos choques.

No marketing: o arquétipo do Prestativo é percebido em praticamente quaisquer atividades relacionadas à prestação de serviços, tanto para indivíduos quanto para organizações, corporações e firmas, como por exemplo, conserto de vestidos e outros trajes, limpeza de moradias, avenidas, oficinas etc.; restauração de objetos avariados ou quebrados; cuidados para com a saúde e o bem estar de pessoas enfermas ou idosas; serviços de condutor de automóveis, entre outros.

Para o Prestativo, considera-se eficaz o marketing que leva em consideração as inquietações do consumidor direcionadas aos outros. O cliente, neste caso, deve ser exposto como tendo preocupações com os demais, e o produto deve auxiliá-lo no sentido de demonstrar maior empenho e fornecer grande facilidade de ação.

Lema do Prestativo: “Ama teu próximo como a ti mesmo”

O Amante

O Amante quer um tipo mais profundo de conexão: que seja íntima, genuína e pessoal. Tais formas de conexão – seja com namorados, amigos ou membros da família – exigem muito mais conhecimento, honestidade, vulnerabilidade e paixão do que a ligação mais fria do Cara Comum.

No marketing: pode-se dizer que ao passo que o Cara Comum deseja bens e serviços que o auxiliem em termos de fazer parte do grupo (por serem muito similares aos que os outros consomem), os Amantes preferem produtos que sejam exclusivos, raros ou customizados. Para que uma empresa seja capaz de alcançar este arquétipo, precisará oferecer um excelente produto, de alta qualidade e, preferencialmente, personalizado. O Amante deseja qualidade da marca que consome, não por uma questão de prestígio ou de status, como o Governante, mas para potencializar seu prazer de viver.

Este arquétipo é comum nas indústrias de cosméticos, jóias, moda e turismo. Pode-se ainda observar o arquétipo do Amante em certas categorias de alimentos ligadas à sensualidade e ao prazer, como vinhos e iguarias finas, em que tais atributos muitas vezes fazem parte da experiência de consumo.

Lema do Amante: “Só tenho olhos para você”

O Sábio

Quando o Sábio está ativo na vida de uma pessoa, ela sente um agudo interesse em aprender por aprender. A parte do Sábio que existe dentro de uma pessoa concorda com a frase: Penso, logo existo. A partir desta definição, é possível concluir que, quando o arquétipo do Sábio predomina no caráter do indivíduo, há grande e constante motivação e interesse pelo aprendizado.

No marketing: para o Sábio, o principal receio que pode ocorrer é o de ser enganado por informações irreais ou falsas, o que acarretaria uma má interpretação de informações, dados ou situações. Assim, os Sábios vêem uma compra como sendo uma transação lógica, racional. Eles demandam informações e conhecimento a respeito da qualidade do produto à venda e do custo a ele relacionado. Em seguida, tomam a decisão – lógica – com base nas informações de que dispõem. Se neste processo o vendedor os faz sentir exímios conhecedores do assunto, é mais provável que comprem o que é oferecido do que se os fizesse experimentar a sensação de serem inábeis ou de sentirem-se pressionados.

Lema do Sábio: “A verdade libertará você”

O Mago

O Mago representa o arquétipo daqueles que desejam buscar os princípios essenciais que regem o funcionamento das coisas e empregá-los para que estas aconteçam. Os empresários podem ser percebidos comumente como Magos, assim como os atletas. As pessoas “mágicas” geralmente possuem sonhos, ilusões e aspirações que muitos avaliam como impossíveis ou impraticáveis, mas o cerne da magia é ter uma visão na direção da qual se deva caminhar. Quando algo dá errado, os Magos analisam a si mesmos, a fim de perpetrar uma mudança interior.

No marketing: quando o arquétipo do Mago está ativo nos indivíduos, eles são catalisadores da mudança. Os Magos são motivados pelo desejo de transformação pessoal e pela oportunidade de mudar as pessoas, as organizações e a época. Eles apreciarão se você lhes oferecer experiências transformadoras, mas o maior lucro surge quando você consegue ajudar um cliente a aperfeiçoar a si mesmo.

Lema do Mago: “Pode acontecer!”

O Cara Comum

Quando o arquétipo do Cara Comum está ativo em uma pessoa, ela usará roupas simples ou outros trajes comuns (mesmo que tenha bastante dinheiro), falará de um modo coloquial e detestará todo o tipo de elitismo. O objetivo dele é fazer parte do grupo e ser igual a todos.

No marketing: este arquétipo não aprecia artificialismos, tendendo a valorizar o nivelamento entre as pessoas, independente de classe social, religião ou cultura. Por exemplo, em uma festa, pedir uma cerveja nacional em vez de um whisky importado; convidar o cliente para nadar ou jogar boliche em vez de lhe oferecer um jantar sofisticado; todas essas escolhas podem fornecer a indicação de que o arquétipo do Cara Comum é valorizado, apreciado e estimado.

Lema do Cara Comum: “Todos os homens e mulheres são criados iguais”

O Criador

Quando o arquétipo do Criador está ativo nos indivíduos, estes se sentem compelidos a criar ou inovar – caso contrário, sufocam.

Nos dias de hoje, em muitas ocasiões, as situações cotidianas fogem do controle dos indivíduos, que canalizam na criatividade seus problemas e dificuldades, usando-a como uma válvula de escape. Por exemplo, uma mulher que tenha tido um dia estressante no trabalho ou em alguma outra situação vai para casa e pinta uma tela ou desenha uma paisagem para relaxar e sentir-se melhor. Qualquer atividade de cunho artístico é útil na satisfação do desejo de harmonia e de estabilidade, além de elevar a auto-estima do indivíduo.

No marketing: praticamente todas as pessoas possuem uma forma de expressão por meio da criatividade, sendo esta exposta por meio de atividades como pintura, artes plásticas, escultura, decoração e outras mais. Os produtos do Criador tendem a prestar alguma assistência às pessoas em tais afazeres. A associação com este arquétipo fornece, ainda, uma evocação de status a seus produtos. Muitos produtos caros, como móveis, esculturas e tapetes, são negociados recorrendo-se ao arquétipo do Criador.

Lema do Criador: “Se puder ser imaginado, poderá ser criado”

O Bobo da Corte

Quando o arquétipo do Bobo da Corte está ativo em uma pessoa, ela quer apenas se divertir. O desejo básico, aqui, é ser espontâneo e recuperar aquele espírito brincalhão que todos nós tínhamos quando éramos pequenos. O arquétipo do Bobo da Corte nos ajuda a viver a vida no presente e nos permite ser impulsivos e espontâneos.

Enquanto o Cara Comum e o Amante fazem uso da autocensura para se adaptarem ou se acomodarem no grupo, ou para atrair os outros, o Bobo da Corte se solta completamente, demonstrando que a pessoa pode agir de forma espontânea e natural e ainda assim ser acolhida e admirada pelos demais.

No marketing: o Bobo da Corte é o arquétipo perfeito para as marcas de cerveja. Os comerciais de cerveja, que costumam ser divertidos e espirituosos, demonstram bem a similaridade com este arquétipo.

Por exemplo, o “ritual” de sair para beber cerveja é normalmente envolvido por um clima de descontração e despreocupação. Um ambiente sem pressões em que todos são semelhantes, aceitos do jeito que são e onde a cerveja é o grande nivelador. Este é o ambiente ideal para o Bobo da Corte, e portanto, ele é o arquétipo da categoria de cervejas. Veja o caso Skol.

Lema do Bobo da Corte: “Se eu não puder dançar, não quero tomar parte da sua Revolução”

O Inocente

Quando o Inocente está ativo em uma pessoa, ela é atraída para a certeza, para idéias positivas e esperançosas, para imagens simples e nostálgicas, para promessa de resgate e redenção. O Inocente é uma pessoa otimista que está sempre visando ao “paraíso”. Este arquétipo prefere coisas previsíveis e não gosta de mudanças.

No marketing: se o consumidor tiver a certeza de que o produto ou serviço em questão, ou a própria organização com quem se relaciona, cumpre suas promessas e se baseia em valores perenes e duradouros, ele será leal à marca. Mas se for preciso, estará disposto a abandonar os valores predominantes naquele momento e experimentar algo que acredita ter valor maior. O Inocente luta pelo bem e busca encontrar o produto adequado, que compartilhe de valores como a bondade e os comportamentos morais, em vez da ganância, da cobiça e dos comportamentos imorais.

Por exemplo, as pessoas que abandonam uma cultura de alta pressão, focada no sucesso, para perseguir a alegria de uma vida simples, têm o arquétipo do Inocente presente em si.

Lema do Inocente: “Somos livres para ser você e eu”

O Explorador

Quando o arquétipo do Explorador está ativo na pessoa, seu chamado é para explorar o mundo e, nesse processo, encontrar a si mesmo para poder saber quem ele é.

Quando o sentimento de explorador é forte em uma pessoa, ela possivelmente faz, de modo consciente, algo que a diferencie dos outros indivíduos, como por exemplo os jovens que pintam os cabelos com cores chamativas, ou que colocam piercings em partes do corpo para conquistar ou afirmar sua individualidade. É como se mostrassem sua diferença como forma de resistência à resignação ou à conformidade.

No marketing: com base nesta definição, para ter sucesso na criação de uma marca sob este arquétipo, é preciso conhecer a história do Explorador: imaginar como, por exemplo, seria sentir-se aprisionado ou reprimido e desejar mais estímulo, agitação e aventura, sentir-se mais amplo do que a própria vida que se vive, como se ela de algum modo o contivesse ou refreasse.

Lema do Explorador: “Não levante cercas à minha volta”

O Herói

Quando o arquétipo do herói está ativo em uma pessoa, ela se fortalece com o desafio, se sente ultrajada pela injustiça e responde rápida e decisivamente à crise ou à oportunidade.

Há uma semelhança, e até uma afinidade, entre os arquétipos do Explorador e do Herói. Mas enquanto o Explorador busca encontrar a si mesmo, o Herói quer se ratificar ou provar, tentando sempre superar os seus limites, além de constantemente tentar melhorar o mundo em diversos aspectos, fazendo dele um lugar melhor, mais encantador e agradável.

No marketing: este arquétipo funciona bastante com produtos esportivos. Ele também pode ser utilizado no marketing ligado a causas sociais, como o próprio marketing social – que busca influenciar no comportamento de um determinado público-alvo, visando a um maior bem estar da sociedade no longo prazo.

Lema do Herói: “Onde há vontade, há um caminho”

O Fora da Lei

O arquétipo do Fora-da-lei é conhecido também como Revolucionário. Ele tem a sedução do fruto proibido e contém em si as qualidades sombrias da cultura, ou seja, as qualidades que a sociedade desdenha. Este arquétipo libera as paixões reprimidas da sociedade. Quando a consciência do Fora-da-lei está presente, as pessoas têm uma percepção mais aguda dos limites que a civilização impõe à expressão humana.

Percebe-se, de acordo com a definição deste arquétipo, que o Fora-da-lei ou o Revolucionário está fora de seu tempo. Tem valores discordantes que prometem a revolução, ou que acabam fazendo ameaças por intermédio dela. O arquétipo do Fora-da-lei fornece, ainda, uma maneira de dar continuidade às antigas qualidades, características e propriedades eventualmente existentes na cultura e fazê-las emergir novamente.

Lema do Fora da Lei: “As regras foram feitas para serem quebradas”

Fonte 

Quem quiser conhecer melhor e participar da próxima edição do Programa Ser.Vir, pode acessar esse link aqui.

 
Mayara CastroComment