O que eu desejo para 2016: minha inauguração na revista da Sublime Rituais

 

Outro dia, passeando pela Feira Gastronômica do Parque da Água Branca conheci a Sublime Rituais, uma loja online (que estava expondo lá) de cosméticos orgânicos e naturais. Quem me conhece sabe que, desde que eu conheci esse mundo de produtos naturais, estou cada vez mais interessada em ir a fundo no assunto. 

O que venho contar aqui, no entanto, é que papo vem, papo vai, conquistei uma parceria e tanto: comecei a escrever para a revista impressa e blog da Sublime. Em janeiro, fiz um post estreando minha colaboração, que hoje compartilho com vocês:

Foto: Fábio Bardella

Foto: Fábio Bardella

Essa é uma edição especial porque é nela que me apresento. Foram alguns anos de faculdade que me prepararam para o deleite de escrever e posso dizer que essa é uma das práticas que mais me permite desfrutar dos momentos da vida – é aqui que reflito. Fico feliz de poder compartilhar um pouco da minha história com vocês!

Eu sou jornalista, como já deu para perceber, mas costumo dizer que esse é apenas um detalhe, pois, além disso, sou tantas outras coisas… Uso a comunicação para ajudar as pessoas que estão buscando dar vida online a seus projetos e com cada uma elas vivencio experiências únicas. Estudo locução e amo viajar, por isso, também tenho um projeto (que em breve sairá do forno) que traz a cultura brasileira como principal destaque. Mas, não é exatamente sobre isso que vim falar aqui.

Todo ano, falamos em fazer planos para o próximo. Essa é uma doutrina de muitos, mas a verdade é que vivemos com a cabeça tão cheia que não nos preocupamos tanto assim em aprofundar a reflexão sobre o que os nossos desejos querem dizer.

Na última edição do ano da Sublime, fui convidada a compartilhar um pouco sobre como esse ano fluiu para mim e, diante de tantas circunstâncias na vida e no trabalho (acredito que ambos são a mesma coisa), tive aprendizados muito significativos. Por isso, nessa edição, compartilho com vocês alguns dos mais valiosos:

Esvaziando o copo

Há dois anos, larguei um trabalho fixo para tentar a vida autônoma. Na época, fui morar com o namorado e resolvi empreender ao mesmo tempo. De lá pra cá, foram tantos desafios que, em vários momentos, precisava parar tudo e recapitular a história para ter clareza dos meus passos.

2015 veio com o pé na porta. Chegou para abalar todas as estruturas, questionar todas as escolhas e reformular todas as minhas perguntas. Foi um ano desafiador, especialmente sob a ótica do autoconhecimento.

Passei o último réveillon refugiada em uma ilha de pescadores e lá percebi o quão importante foi me afastar do caos para refletir um pouco. Nossos valores guiam nossas ações e, quanto mais nos afastamos deles, mais questionamos nossas escolhas. Nesse sentido, voltei pra casa com muitas respostas e, no meio do ano, o cenário mudou de novo.

Casa nova, vida nova. Dessa vez, sozinha. O que será que preciso aprender sobre minha própria companhia? Exageros à parte, sempre gostei de fazer perguntas a mim mesma.

A vida é um ciclo e se tem algo que a gente só aprende vivendo é que os fins são tão importantes quanto os começos. Tudo o que fazemos influencia em nós e nas pessoas que estão em nossa volta.

Se você não está feliz no trabalho, o trabalho não flui. Se você não está feliz no relacionamento, ele também vai te mostrar que algo precisa mudar. Todos nós temos algo a melhorar e cada relação enfatiza essa necessidade de alguma forma. Por isso, permitir a mudança é um ato fundamental para evoluirmos.

Se você está empacada em alguma situação que precisa decidir, permita-se esvaziar o copo. Às vezes criamos certezas que mais servem para nos iludir do que para clarear. Desamarrá-las faz um bem! Mudar é aceitar. É liberar a energia. É se reconectar consigo mesma. Mesmo quando a mudança é difícil, ela tem algo valiosíssimo a ensinar.

Para encher de novo

Você já parou para pensar que a transformação é a única constante?

Você já parou para pensar que as decisões mais difíceis que você já tomou foram as mais importantes da sua vida, pois te colocaram em situações em que necessariamente você precisava esvaziar o copo para permitir encher novamente?

Um cenário novo é a condição ideal para experimentar coisas novas. Meu principal objetivo, em 2016, é viajar pelo Brasil e conhecer o nosso patrimônio cultural, tão rico e diverso. É desfrutar de novos sabores, ampliar meu repertório musical, conhecer produtores locais e pessoas que saíram das grandes cidades para empreender sob novas perspectivas. É possibilitar o acesso a todo esse conhecimento e permitir que as pessoas abram o coração para eliminar as fronteiras que definem as distinções entre as culturas – começando pelos nossos solos tropicais.

Sobre o mais tardar, já não sei.
Mas espero voltar para contar a história.