Três meses viajando e trabalhando na Tailândia

Mayara

Difícil resumir em um post o que foi começar a minha viagem pela Tailândia. Nunca havia viajado para fora do Brasil sozinha e, racionalmente, escolhi lá porque quis aproveitar o convite de passar o ano novo na casa de uma amiga, com sua família. Há anos ela me convidava e, nada de me planejar para isso. Então, no início do ano passado, eu me prometi que daquele ano não passaria. E já que a Ásia não é assim, tão perto, pensei: por que não ficar uns três meses, logo?

Aproveitei que a intenção estava lançada para o universo e, depois de comprar a passagem, em junho, comecei a pensar como faria para reduzir os meus custos e para trabalhar nesse período em que eu estivesse fora. Todos os meus atendimentos, a partir de então, se tornaram online. 

Desbravar o mundo: um sonho que estava engavetado há pelo menos 7 anos. Depois que me libertei das amarras dos freelas fixos e criei o meu projeto de consultoria para auxiliar pequenos empreendedores brasileiros em sua comunicação online, descobri que eu poderia trabalhar de qualquer lugar do mundo. Isso me exigiria, apenas coragem e planejamento (fácil, só que não). 

Depois de 6 meses de planejamento, coloquei as asinhas de fora. 

Fase 1. Planejamento

Como meu estilo de viagem não segue o padrão turístico, nem viajante backpacker - desses que trabalham por um ano, juntam uma grana e rodam o mundo sem preocupação - eu precisava criar um roteiro mais ou menos fixo, já que tinha reuniões agendadas com clientes e não podia vacilar, afinal, minha principal fonte de renda vinha daí. 

Estudei as possibilidades de trabalhar em troca de hospedagem, me inscrevi no site da Worldpackers e, conforme era aprovada, dava check no roteiro. 

Fase 2. Viagem

 Foto: Andru Milla

Foto: Andru Milla

A viagem na Tailândia durou, ao todo, 90 dias (período máximo do visto de visitante) e meu percurso foi assim:

Chegada em Bangkok
20 dias trocando trabalho por hospedagem
Partida para Hua Hin
10 dias hospedada na casa de amigos para a virada do ano
Partida para Krabi / Tonsai Beach / Railay Beach
10 dias pagando por hospedagem e curtindo as praias
Partida para Ko Phayam
25 dias trocando trabalho por hospedagem
Partida para Chiang Mai
10 dias pagando por hospedagem e curtindo as montanhas
Partida para Bangkok
15 dias trocando trabalho por hospedagem no mesmo hostel que me recebeu quando cheguei 

Foram dias incríveis, porém, intensos. Primeiro pelo choque cultural. Depois, pela comunicação. Meu inglês não era tão bom, o inglês dos tailandeses, menos ainda. Por ser um país menos desenvolvido que o nosso, faltam cuidados básicos. Comer na rua, nem sempre é seguro, mas aos poucos você vai perdendo o medo. Em mais ou menos um mês já estava familiarizada: comia de (quase) tudo, andava para todos os lados de transporte público e voltava sozinha para casa à noite sem medo.

A verdade é que descobri que as pessoas na sua grande maioria não são mal intencionadas. A Tailândia é um lugar pacífico. Suas raízes vêm do budismo e é realmente impressionante a tranquilidade e alegria com que os tailandeses levam a vida e, mesmo com tão pouco, eles não querem nada do outro.  

A natureza, além disso, é calmante e revitalizante. E o que torna a Tailândia inesquecível é a sabedoria que o tailandês carrega consigo: espiritualidade é base, viemos ao mundo a trabalho e sorrir é sempre o melhor remédio. 

Fase 3. Próximo destino

Do segundo mês em diante é hora de pensar o próximo destino. Outra hora volto para contar sobre a minha viagem pela Nova Zelândia.