mui
to

pra
zer

 

Lembro que pouco antes de me formar na faculdade de jornalismo, em 2011, a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão caiu. 

A situação foi de incerteza e conforme as semanas foram passando, a sala de aula foi esvaziando. Logo em seguida, eu comecei a estagiar para uma empresa que trabalhava com o universo digital.

Foi como um mundo que se abriu e que me fez entender as adaptações que teríamos, enquanto sociedade, de fazer, levando em conta que a informação não seria mais controlada e que a função do jornalista não cairia por terra, mas ganharia um outro olhar: um olhar para dentro.

A internet protagonizou uma revolução na vida de muita gente. E a comunicação ~ ou melhor, a relação entre as pessoas ~ começou a ser vivida de uma outra forma. Enquanto profissionais detentores da informação, deixamos de apenas intermediar conversas para fazer parte delas.

As relações antigamente eram criadas por localidade: tanto eu, quanto você, supríamos nossas necessidades batendo palma em frente à casa do vizinho . Depois de um tempo, com a industrialização, as instituições começaram a tomar voz e ditar os nossos passos: colocamos o dinheiro no banco, optamos por consumir os produtos das prateleiras dos mercados, a ir à escola, a colecionar revistas. Hoje, a nossa relação com o mundo mudou e eu dedico essa revolução à ela mesmo: a internet.

Hoje, não faz diferença se você está no Brasil e eu estou do outro lado do planeta. Se os nossos interesses são comuns, a gente se conecta. 

Vivemos um momento de reavaliação da nossa relação com o trabalho, principalmente no que diz respeito à institucionalização da nossa própria vida. Não somos máquinas. Somos seres humanos. E valores humanos precisam fazer parte das organizações, se é que elas querem se manter vivas.