Entre e sinta-se em casa!

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A minha principal questão durante toda a minha existência - até hoje - foi em tentar entender a minha própria expressão. Sempre fui uma pessoa curiosa, versátil e observadora, então, desde pequena, nunca fiz parte de um único grupinho. Eu queria ser de todos. 

Isso fez com que raramente eu expressasse minha opinião sobre as coisas. Embora minha presença nunca passasse despercebida porque não fazia questão nenhuma de me encaixar em padrões, eu sempre fui o tipo de pessoa que ficava no canto, olhando o mundo acontecer da janela.

Não à toa fui estudar jornalismo, a profissão dos que não tem profissão. Lá, aprendi que imparcialidade não existe, mas, inteligente é aquele que ouve a todos antes de tirar uma conclusão. Mesmo batalhando por pautas esquisitas na faculdade sobre antroposofia e coletor menstrual, por exemplo, quando o assunto era trabalho eu me fechava cada vez mais. Achava que a única solução prazerosa seria trabalhar com cultura em uma assessoria de imprensa (a frente do jornalismo que dava mais dinheiro, até a internet aparecer). Pouco depois de ter tentado me encontrar nas assessorias e perceber que aquele ambiente de escritório me dava sono e eu não conseguia me concentrar, comecei a ficar ansiosa.

Assim que o diploma caiu, um monte de gente abandonou a faculdade. Honestamente, eu não estava preocupada em resolver a vida com 20 anos, então fui levando até que comecei a estagiar em uma empresa terceirizada por marcas como a Heineken e a Cônsul, que produzia conteúdo editorial para blog e outras redes sociais. Esse foi o primeiro divisor de águas da minha vida - enfim suspirei aliviada. 

A empresa não tinha escritório, eu trabalhava de casa, fazia reunião no bar, visitava cliente bem à vontade. Uma vez a reunião foi acabar em um show privado do Leonardo (o irmão do Leandro) e tomei todas junto com a chefe. Além disso, viajava e produzia conteúdo da praia, escrevia do jeito que eu falava, podia até colocar piada no meio do texto. Pra mim, tava bom mas tudo muito esquisito; me perguntava todos os dias se o que eu estava fazendo era ou não jornalismo e se aquilo que eu tava vivendo era real. Foi então que esse lance de social media começou a pegar. 

Em 2012, depois de sair da agência porque o maior cliente contratou uma agência maior para cuidar do seu conteúdo digital (óbvio), fui convidada para levar meus conhecimentos para uma outra agência digital, que estava começando. Mais um divisor de águas. Foram dois anos em que me dediquei a atender os seus clientes, sem perceber que aquela foi a melhor oportunidade que tive para criar o meu jeito de fazer as coisas. Tinha total autonomia e liberdade e lá pude me desenvolver muito! Quando saí, porque queria alçar vôos maiores, fiz uns freelas, mas percebi que na verdade, eu só seria realizada quando eu desse as caras para o mundão e assinasse embaixo. 

E foi o que eu fiz. Em 2014, deixei de lado as agências para empreender.

O terceiro divisor de águas da minha vida foi quando percebi que não queria mais atender grandes marcas. Me dei conta que tem muita gente legal por aí com projetos incríveis e precisando de mim. Não precisei de muito para me convencer de que ali era o meu lugar: trabalhando com gente criativa, com ideias inusitadas, tratando de assuntos diferentes, com propósitos distintos e sustentáveis. 

E, durante todos esses anos conhecendo pessoas novas e atendendo pequenos empreendedores cheios de criatividade e projetos inspiradores, chegou a hora de alargar o passo e contar sobre as suas histórias. Foi por isso que criei esse espaço. 

Prismma faz alusão à vitrine que quero me tornar desses projetos cheios de vida e significado. Enfim me sinto à vontade para me expor, mostrar as minhas escolhas, o meu estilo de vida, minhas influências, meus clientes e permitir que vocês bebam dessa mesma fonte. 

Entrem e sintam-se em casa!

Mayara CastroComment